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“Qui Pandalhada” e dança animam Festival de Artes

A nova peça dos Doci Papiaçam di Macau, “Qui Pandalhada”, sobe hoje e amanhã ao palco do grande auditório do Centro Cultural, sempre às 20h, e é a grande atracção de mais este fim-de-semana de Festival de Artes de Macau (FAM).

“Qui Pandalhada” conta, sempre com doses cavalares de humor, a história de Duarte, funcionário em ascensão nos quadros de uma empresa convertida em fábrica de brinquedos e de artigos decorativos que, de um momento para o outro e sem justificação aparente, se vê afastado das suas funções. A nova e ambiciosa administradora está apostada em levar a empresa a patamares mais lucrativos, usando todos os meios ao seu dispor. Até aqui, nada de especial. Não fossem os pandas ter um lugar importante nesta história.

A peça do grupo liderado por Miguel Senna Fernandes acontece numa RAEM imaginária em que tudo passou a girar à volta de um novo símbolo comercial: pandas. Duarte, “por indesejado destino, é empurrado pelos acontecimentos, tornando-se a referência numa luta colectiva contra a nova ordem estabelecida na fábrica”, refere o FAM em nota de imprensa.

“Vamos falar sobre os despedimentos, sobre um pouco de tudo, e sobre o estilo administrativo” local – em parte, sobre a forma como as chefias assumem responsabilidades, já explicara ao PONTO FINAL Senna Fernandes, director, dramaturgo e encenador do grupo que leva récitas em patuá ao festival desde 1997, com apenas uma interrupção – em 1998.

Domingo, às 15h e 20h, no pequeno auditório do CCM, apresenta-se outro dos espectáculos do fim-de-semana, “Mostra de Dança de Grupos Locais”, espectáculo que “convida amadores e profissionais da dança de Macau, de diferentes raças e origens, a pisarem o palco e partilharem com o público diversas linguagens de dança, tanto tradicionais como modernas, num espectáculo com direcção artística da bailarina [e coreógrafa] portuguesa Sandra Battaglia”, acrescenta o comunicado do FAM.

Em palco estarão os grupos V R Rockers, Núcleo de Goa, Damão e Diu com Renu Dhawan, Companhia de Dança Violeta, os Lebab da Casa de Portugal, The Dancer Studio Macao, Grupo Axe Capoeira Macau, Batukada Brasil e Companhia de Dança Afro Mavanjù. “Abertura, partilha e cruzamento é o que propõe um projecto como este e que será certamente uma semente de um projecto com futuro em Macau”, refere Sandra Battaglia no texto que introduz o espectáculo.

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