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Clockenflap volta em Dezembro

O grande festival ao ar livre da região tem edição este ano, a 10 e 11 de Dezembro. Santigold, The Pains of Being Pure at Heart e Bombay Bicycle Club encabeçam o cartaz. A música toca em West Kowloon.

Maria Caetano

Após uma interrupção de um ano, o festival Clockenflap, de Hong Kong, é retomado em Dezembro próximo, com perto de quatro dezenas de bandas alinhadas para actuarem no descampado do futuro bairro cultural de West Kowloon. O espaço da cidade vai ter a actuação de grupos dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Suíça, da Finlândia, da Indonésia, e de mais de 20 projectos de Hong Kong.

O cartaz de concertos, dispersos por cinco palcos durante dois dias, tem como cabeças-de-cartaz a cantora norte-americana Santigold, o grupo nova-iorquino The Pains of Being Pure at Heart, e ainda os Bombay Bicycle Club, banda indie britânica formada em 2006.

A organização do festival antecipa também ao PONTO FINAL uma “surpresa”, não alinhada entre os nomes já divulgados e proveniente de Jacarta: os White Shoes & The Couples Company. Actualmente representados por uma editora independente de Chicago, a Minty Fresh, e por outra indonésia, a purapura, a banda canta habitualmente em bahasa e produziu apenas dois álbuns até aqui. Mas tal não impediu que fosse eleita pela revista “Rolling Stone” como um dos 25 melhores projectos musicais divulgados através da plataforma Myspace.

“Temos uma selecção variada de artistas de vários géneros do Reino Unido, dos Estados Unidos, da Europa e de toda a Ásia. O que têm em comum é serem projectos de topo e garantia de grandes concertos”, explica Jason Forster, da produtora Salon de Pigeon, que em conjunto com Mike Hills e Justin Sweeting tem vindo a garantir a subsistência daquele que é o único festival de música ao ar livre de Hong Kong.

O Clockenflap – o nome não significa absolutamente nada, mas remete vagamente para relógios e pás de ventoinhas – existe desde 2008, ano em que se lançou com um dia apenas de concertos (actuaram projectos como The Young Knives e Kid Karpet), mostras de cinema de animação e de artes e a relva fofa do terraço do edifício Cyberport, a ver o mar. O caminho dos ‘flappers’ – Jay e Mike – prosseguiu em 2009, já com um festival de dois dias para um único palco, no mesmo local, e trazendo grupos como Blood Red Shoes e Los Campesinos!, além de Alexis Taylor, do projecto Hot Chip.

O recinto tinha espaço para duas mil pessoas, muitas menos do que aquelas que quereriam entrar. A organização ponderou e escolheu a zona de West Kowloon, o futuro bairro cultural da região vizinha, a ser desenhado pelo arquitecto Norman Foster.

Mas, por enquanto, o espaço é de Forster, Jason, por dois dias, de Hills e de Sweeting, que enfrentaram ainda assim algumas dificuldades para conseguir o recinto junto das autoridades da RAEHK, que impuseram demasiadas limitações.

O evento foi adiado – não houve Clockenflap 2010, mas apenas um concerto com a banda The Charlatans, na forma de evento especial. E ei-lo de volta, em Dezembro de 2011, nos dias 10 e 11, reforçado, mas ainda com algumas restrições: não é possível cobrar bilhete, mas certamente o público não se queixará. “Ou voltávamos a adiar ou avançávamos. Decidimos avançar!”, conta Jay.

Outras limitações caíram – a proibição de vender bebidas alcoólicas e ter patrocinadores, por exemplo – e o festival ganhou outros horizontes. “West Kowloon, ainda que ofereça muito pouco em termos de infra-estruturas e meios tecnológicos neste momento, tem uma área muito maior e a localização é perfeita devido à proximidade tanto com Kowloon, como com a ilha de Hong Kong”, descreve o organizador.

Foi-se a relva, ficou o enquadramento. “A vista da skyline de Hong Kong é incrível e as bandas vão actuar tendo isto em pano de fundo. Também estamos muito contentes por termos um dos primeiros eventos culturais da futura zona. Sentimos que a abordagem do Clockenflap pode fornecer inspiração para que o local seja escolhido para outros eventos”, afirma.

Além dos projectos internacionais de música, os ‘flappers’ alinham desta vez um número bastante maior de bandas de Hong Kong: Uptown Rockers, Supper Moment, Noughts & Exes, DP, The Evening Primrose, Jing Wong, Poubelle International, Corey Tam & One Horse, The Sleeves, The David Bowie Knives, entre várias outras, sobem ao palco.

“Esta é a nossa casa, temos um evento de Hong Kong e desde sempre o princípio que seguimos é o de mostrar quantos artistas de qualidade for possível. O que se passa é que nunca temos espaço suficiente para todos os grupos que gostaríamos de ter”, explica Forster.

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