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O tecto do mundo na TV

Três séculos antes de o mundo chegar ao Tibete, um grupo de jesuítas portugueses fez-se ao caminho. Joaquim Magalhães de Castro imitou-lhes os passos e escreveu um livro, que agora é uma série de televisão. A estreia é no domingo.

Isabel Castro

Tem como ponto de partida o livro “Viagem ao Tecto do Mundo” e é uma série de quatro episódios. “Himalaias – Viagem dos Jesuítas Portugueses” estreia no próximo domingo, pelas 19h30 (hora de Lisboa), na RTP2. É de carácter documental e, explica-se no trailer, “conduz-nos pelas rotas percorridas por um punhado de arrojados jesuítas portugueses, numa viagem que não voltou a ser repetida até agora”.

O viajante é Joaquim Magalhães de Castro, que há anos tenta encontrar os vestígios de portugalidade espalhados pelos mais recônditos cantos do mundo. Nesta viagem ao Tibete – às profundezas do Tibete, que são mais do que Lhasa e os conflitos políticos com o Governo Central –, o escritor segue os passos dos jesuítas portugueses que se aventuraram pelo “País das Neves Eternas, Tecto do Mundo ou Shangri-la”.

No prefácio a “Viagem ao Tecto do Mundo”, Magalhães de Castro recorda que Lhasa, a capital, era conhecida como a “Cidade Proibida”, dadas as dificuldades de obtenção de autorização para ser visitada. Só em meados da década de 1980 é que o mistério em torno da região se foi desfazendo.

Muito tempo antes, no século XVII, “jesuítas portugueses instalados em Goa, incitados pelos rumores de que ali existiram comunidades cristãs, abriram o caminho a uma série de exploradores e aventureiros que apenas quase três séculos mais tarde ousariam partir em busca das riquezas materiais e espirituais” do Tibete.

“Himalaias – Viagem dos Jesuítas Portugueses” tem como pano de fundo as três áreas que constituem “o cerne geográfico” do tecto do mundo: o monte Kailash, o lago Manasorovar e a cidade de Tsaparang. Este Tibete profundo constituiu a missão dos jesuítas portugueses e o roteiro de viagem de Joaquim Magalhães de Castro, que partiu de Macau até à região autónoma.

Para o padre António de Andrade (o primeiro a fazer o percurso) e restantes religiosos que se aventuraram até ao País das Neves Eternas, “a empresa tibetana era a resposta a um apelo divino numa região desconhecida que tinha o valor que a Terra Prometida tem para os judeus”. Já para o escritor, a viagem não é apenas uma “experiência inesquecível e perturbante”. E isto por ser português: “Em certa medida, podemos considerar que o Tibete foi um dos últimos destinos dos Descobrimentos, apesar de n’Os Lusíadas se valorizar uma nação de marinheiros intrinsecamente ligada ao mar e ignorar os que se aventuravam pelo interior dos continentes americano, africano e asiático, como foi o caso dos jesuítas, que desafiaram os Himalaias”.

Depois da estreia, os restantes episódios de “Himalaias – Viagem dos Jesuítas Portugueses” são transmitidos semanalmente aos domingos, à mesma hora.

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