Uncategorized

Artes regressam a Hong Kong

O Festival de Artes de Hong Kong está de volta no próximo mês. Tinariwen e o quarteto de jazz de Charlie Haden são algumas das apostas na música. Mas há também teatro e dança para ver, além da ópera, que nunca falta. Os bilhetes já estão à venda.

Inês Santinhos Gonçalves

A 40ª edição do Festival de Artes de Hong Kong vai juntar 166 espectáculos durante 45 dias, a maioria de 28 de Janeiro a 8 de Março, além de algumas apresentações em Abril. Os espectáculos vão acontecer em 17 localizações diferentes do território vizinho. No total, são 38 grupos ou artistas a solo vindos de fora e 16 de Hong Kong.

Entre a extensa lista de óperas, peças de teatro, espectáculos de dança e música do mais importante cartaz de artes da região destacam-se alguns nomes. Na dança, o festival conta com a presença do ballet “A Midsummer Night’s Dream” (Les Ballets de Monte-Carlo) e de duas coreografias com a assinatura de John Neumeier: “Third Symphony of Gustav Mahler” e “A Streetcar Named Desire”, ambas pela The Hamburg Ballet. A companhia de dança da Ópera de Lyon regressa ao festival após 16 anos, apresentando três espectáculos: “Sarabande”, “Grosse Fugue” e “This Part in Darkness”.

No teatro, destaque para “The Importance of Being Earnest”, de Oscar Wilde, trazida pela londrina Rose Theatre Kingston. O festival conta também com a peça “Faith Healer”, do irlandês Brian Friel, uma produção original do Bristol Old Vic, o teatro mais antigo do Reino Unido. De regresso ao evento está “Titus Andronicus”, uma recriação da obra de Shakespeare por Tang Shu-wing que, no entanto, só será mostrada ao público nos dias 20 e 21 de Abril. Algumas produções já foram apresentadas este ano, como é o caso da peça “Richard III”, com Kevin Spacey, que subiu ao palco em Setembro.

Jazz, Monteverdi e ópera

O segmento com maior oferta neste Festival de Artes de Hong Kong é mesmo a música. Há 20 grupos ou artistas a solo, entre eles a banda do Mali Tinariwen e o grupo de jazz Charlie Haden Quartet West. Vários cantores e compositores chineses vão juntar-se na antiga colónia britânica para um concerto de rock e folk, entre eles o cantor cego Zhou Yunpeng e membros das bandas Wild Children, Zhang Quan e Zhang Weiwei.

Na música erudita, destaque para a Bavarian Radio Symphony Orchestra que vai interpretar obras de Bruckner, Mahler, Brahms e Schubert, e para a Royal Concertgebouw Orchestra que, sob a batuta de Myung-whun Chung, vai interpretar peças de Bartók, Weber e Mendelssohn.

Para os fãs de Cláudio Monteverdi apresenta-se o ensemble barroco L’Arpeggiata, que toca obras do autor do século XVII com um toque de modernidade.

O virtuoso coreano Kun Woo-paik vai interpretar a obra completa de Ravel em piano e a soprano Karita Mattila oferece um recital de Berg, Brahms, Debussy e Richard Strauss.

Três espectáculos de ópera fazem ainda parte do festival. A Bavarian State Opera apresenta a obra cómica de Mozart “Così Fan Tutte”. Já no que toca a ópera cantonense, o Festival de Artes optou este ano por colocar em destaque a década de 1950, por muitos considerada como a época dourada do género. Para isso, leva ao palco uma peça baseada numa história verídica passada durante a dinastia Qing, bem como um conjunto de excertos de obras conceituadas, que contam com a participação de vários artistas de Hong Kong.

Quanto à ópera de Pequim, vai ser celebrado o 111º aniversário de Ma Lianliang, que interpretou o papel de ‘laosheng’ – um dos tipos de personagem mais prestigiados e para o qual é necessário ter uma longa barba, maneiras gentis e formação elevada. Para o homenagear, membros da Mei Lanfang Peking Opera Troupe apresentam três espectáculos que recuperam os melhores trabalhos de Ma Lianliang.

O 40º Festival de Artes de Hong Kong conta ainda com um evento especial, o “World of WearableArt”, que marca assim a sua estreia no território vizinho. Arte, alta-costura, teatro, dança e luz juntam-se num espectáculo vindo da Nova Zelândia. Designers de moda de vários pontos do mundo enviam peças para este evento anual que, pela primeira vez, sai do seu país de origem. A roupa – peças jamais usadas no dia-a-dia – é vestida por profissionais de artes performativas que, em Hong Kong, dão vida ao espectáculo em sete sessões.

O orçamento para edição de 2012 do festival foi estimado em 110 milhões de dólares de Hong Kong, sendo que 33 milhões ficam a cargo do Governo, e 17 milhões vieram do Fundo de Caridade do Hong Kong Jockey Club. A organização estima receitas vindas de patrocínios e doações na ordem dos 20 milhões de dólares, e 40 milhões através da venda de bilhetes.

A maioria dos espectáculos vai decorrer no Centro Cultural de Hong Kong, mas outras 16 instalações vão também acolher eventos do festival.

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s