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O duo multicultural

Cantam em vários idiomas porque tiveram de aprender a comunicar com gente de línguas diferentes. Os Soler cresceram cá e assumem a influência local naquilo que fazem. Os irmãos regressam à cidade para o Festival Literário de Macau.

Mark Phillips

– Enquanto artistas locais, com origens de Macau, têm sido muito bem-sucedidos. Quais são as memórias mais importantes que guardam do crescimento no território e até que ponto tal influenciou a música que fazem?

Soler – Crescer em Macau nos anos 1970 e 80 foi mágico. Nessa altura Macau era um território muito dinâmico com todos os tipos de músicas e culturas. Havia música popular portuguesa, ópera cantonense, e isto para não falar de toda a música que chegava do Reino Unido e dos Estados Unidos da América. Em casa ouvíamos bastante música popular italiana que os nossos familiares nos enviavam de Itália. Assim, quando começámos a compor, bebemos directa ou indirectamente de todas estas fontes. Estarmos expostos a tão grande diversidade cultural deu-nos uma perspectiva mais ampla da vida. Tivemos de aprender a viver e a comunicar com pessoas de diferentes culturas. Deste modo, o facto de hoje cantarmos em diferentes línguas deve-se em muito ao nosso crescimento em Macau.

– Como é que analisam a cena musical de Macau? Mudou muito desde que começaram a vossa carreira?

S. – Quando começámos a tocar, a música estava basicamente confinada a grupos religiosos e étnicos, bem como a espaços de actuações ao vivo. Na altura não se falava de uma indústria musical de Macau. As pessoas faziam música porque era uma forma de estarem juntas. Essencialmente, isto não mudou. No entanto, temo-nos dado conta de um número crescente de pessoas que se junta para gravar e de empresas de promoção de artistas. Apesar de a indústria ainda estar numa fase inicial, parece ser muito promissora, até porque Macau está a ser cada vez mais reconhecida como uma cidade de arte e cultura.

– Participaram recentemente num filme produzido localmente, o “Love in the City”. Como é que foi a experiência? E como é que analisam estas alterações da cena cultural de Macau?

S. – Temos orgulho de ter participado na produção local “Love in the City”. Ficámos com uma excelente impressão do nível de produção e das histórias contadas. Apoiamos muito o desenvolvimento da indústria cinematográfica em Macau. A cidade mudou radicalmente desde a liberalização do jogo. Estas alterações levantaram uma série de questões e de dúvidas sobre o rumo de Macau. As pessoas estão cada vez mais conscientes disto – e cada vez mais o expressam. Este aumento de consciência é óptimo para pensadores, escritores e artistas. “Love in the City” vem prová-lo.

– Em que projectos estão neste momento a trabalhar?

S. – Estamos a trabalhar em projectos relacionados com cinema. Estamos a expandir as nossas experiências musicais na preparação do nosso próximo disco.

– Quais são os planos para o futuro? Que ambições têm?

S. – Fazer com que a música funcione!

 

 

 

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