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Nos bastidores do fado

Do documentário “O Fado Pelo Mundo” que acompanhou Aldina Duarte em Macau durante mais de uma semana. Ontem terminaram as gravações.

 

Pedro Galinha

 

Quando o cartaz do I Festival Literário de Macau – Rota das Letras foi anunciado, Aldina Duarte apareceu como trunfo de última hora. As surpresas, no entanto, não ficaram por aí. Na altura, a organização fez saber que a RTP estava interessada em gravar um dos dois concertos que a fadista iria dar no território.

O palco escolhido foi a Casa do Mandarim. Um local que acabou por juntar, na noite de dia 1 de Fevereiro, a canção portuguesa património imaterial da Humanidade e um espaço também ele classificado pela UNESCO.

Intimista, o espectáculo foi gravado pela produtora Mundo 4K, contratada pela televisão pública portuguesa para realizar o documentário “O Fado Pelo Mundo”. Contudo, as imagens de Aldina Duarte em Macau não se vão resumir às que foram retiradas naquele espaço situado no centro histórico de Macau.

“Gravámos, por exemplo, dentro de um táxi. E, além disso, a Aldina cantou também um fado nas Ruínas de S. Paulo e numa tasca da Rua 5 de Outubro”, revela Gil Cabugueira.

O produtor do projecto, que antes desta viagem já conhecia o território, destapa ainda um pouco mais do véu sobre uma das cenas que marcaram as gravações que terminaram ontem: “Ela estava sentada a pedir comida e, do nada, levanta-se e começa a cantar um fado.”

Além da fadista, o documentário terá depoimentos da actriz Margarida Vila-Nova, proprietária da Mercearia Portuguesa, e do arquitecto Carlos Marreiros. “É uma pessoa que conhece muito Macau”, justifica Gil Cabugueira.

Ao que tudo indica, o projecto vai juntar “entre oito a 12 fadistas”, revela o responsável da Mundo 4K, que prefere não adiantar mais nomes. “Ainda são segredo”, conclui.

Às gravações no estrangeiro – que têm sempre “pessoas ligadas aos fadistas e pessoas da terra” – somam-se imagens de Lisboa, berço da canção mais tradicional e reconhecida de Portugal. “Há uma vertente clipada nesta abordagem documental”, explica Cabugueira.

Realizado por Márcio Loureiro – outro conhecido da RAEM que, em 2009, gravou um documentário para assinalar o décimo aniversário da entrega de Macau à China –, “O Fado Pelo Mundo” foi, desde sempre, impulsionado pelo apresentador de televisão José Carlos Malato, que também esteve na RAEM durante as gravações.

“A particularidade do Malato é que é um grande comunicador e um amante do fado. Tem um espólio da Amália Rodrigues e isto partiu, em grande parte, da ideia é dele”, disse Gil Cabugueira.

Antes de Macau, a Mundo 4K já tinha estado em Paris para acompanhar a estreia da fadista Katia Guerreiro, na sala de espectáculos mais antiga da capital francesa: o Olympia.

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