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Quatro mil peças em Lisboa

Existe um local onde há “tudo” sobre Monsenhor Teixeira. É em Lisboa, no Centro Científico e Cultural de Macau. O espólio que Monsenhor legou está inventariado e catalogado.

João Paulo Meneses

O espólio de Monsenhor Manuel Teixeira doado ao centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) é constituído por cerca de quatro mil registos, que vão desde manuscritos, monografias, livros, fotografias e cartas.

De acordo com as informações prestadas por Cristina Costa Gomes, da biblioteca do centro, todas as peças estão inventariadas e aparecem no catálogo online da biblioteca (http://ipac.cccm.pt/#focus). Não se trata de uma pesquisa linear, como os eventuais interessados poderão testemunhar, sobretudo pela quantidade e diversidade de peças.

Mas a consulta tem de ser presencial, em Lisboa, e nem todas as peças estão disponíveis. Por exemplo, aquelas que envolvem outras pessoas, como cartas, não podem vir a público. “Tudo o que faz parte do espólio está em depósito, o que implica ter de ser requisitado ao balcão. Aquando do pedido, informa-se o utilizador se é um documento que pode vir à sala de leitura ou não”.

Ainda assim, alguém interessado em conhecer a vida e sobretudo a obra de Monsenhor encontra no CCCM o local certo. Não só porque afinal todo o seu espólio está lá, mas também porque na própria biblioteca do centro existem, para livre consulta, muitos dos mais de cem livros que o padre escreveu.

Cristina Costa Gomes explicou ao PONTO FINAL que “por manuscritos, nesta colecção, entendem-se todos os documentos autógrafos (mesmo policopiados), do autor ou de terceiros dirigidos a este (como cartas, por exemplo). Alguns documentos não foram publicados, tais como as cartas – situação compreensível atendendo à sua tipologia –, apontamentos de estudo e trabalhos que não chegaram a ser publicados”.

O Museu do CCCM inaugurou, a 13 de Outubro de 2004, uma exposição do espólio de Monsenhor Manuel Teixeira, apresentada por Moisés Fernandes.

IPOR organiza debate

O Instituto Português do Oriente (IPOR) realiza amanhã, pelas 17h, nas instalações da instituição, uma intervenção seguida de debate em homenagem a Monsenhor Manuel Teixeira, por ocasião do centenário do seu nascimento. A intervenção estará a cargo da historiadora Beatriz bastos da Silva. O IPOR sublinha que recordar o religioso “é lembrar uma das páginas vivas da história de Macau”. O organismo está localizado no edifício do Consulado de Portugal em Macau.

 

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