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Sarau tropicália

Humberto & Friends levam os sons quentes dos trópicos amanhã ao The Cave. A entrada é gratuita e garante uma viagem musical com passagem obrigatória por Cabo Verde.

Pedro Galinha

“Música que sai do coração” é o que Humberto & Friends prometem para a noite de amanhã, no The Cave. O espaço situado no Landmark acolhe, a partir das 23h, a estreia do colectivo que vai passar em revista alguns dos maiores êxitos cabo-verdianos, com destaque para Cesária Évora, Lura, Mayra Andrade e Tito Paris. Mas não é tudo. A música do Brasil e de Angola também estará no mapa.

“O objectivo é fazer um sarau cultural para as pessoas que gostam deste tipo de música tropical”, começa por explicar Humberto Évora, um dos impulsionadores do projecto.

Quem conhece o médico sabe que a música não é um acaso. Recentemente, participou na gravação de “Duminica”, tema composto em parceria com Fabrizio Croce. “Tenho uma certa ligação com ele”, confessa.

A canção, que fará parte do alinhamento do concerto de amanhã, pasma pela descrição: “É uma morna cantada em italiano. Mas, quando estive de férias em Cabo Verde, toda a gente achou interessante esta combinação”.

A palavra “combinação” também funciona no conceito Humberto & Friends. Ao todo, vão estar em palco dez músicos, todos eles de paragens distintas, como Cabo Verde, Guiné-Bissau, Brasil, Itália, Espanha, Filipinas, Goa e Macau.

“Apesar de haver várias culturas, nós podemos falar a mesma língua: a música”, confia Humberto Évora.

Nos “três ou quatro” ensaios do grupo foram preparadas 15 músicas. Número suficiente que, “com um pouco de improviso”, vai servir para dar o pontapé de saída de um projecto com futuro. Pelo menos, Évora admite a possibilidade de avançar para a realização deste tipo de “sarau tropical” de forma “periódica”. A confirmar-se, está aberta a portas a outros músicos.

“Se houver gente com ideias, poderemos fazer coisas engraçadas em Macau. Estamos sempre abertos, desde que haja afinidade musical”, assegura.

Além de Humberto & Friends, o The Cave vai também receber amanhã Billy. Um cantor local que interpreta êxitos de música inglesa que causaram sensação em Macau nos anos 1970.

Tradição familiar

A conversa com Humberto Évora acabou por desembocar na tradição musical que a sua família tem. Sim, o apelido do médico remete-o para a parente Cesária, diva maior da música cabo-verdiana que faleceu no final do ano passado. Mas não é caso único.

“Sou primo direito do Olavo Bilac, vocalista da banda portuguesa Santos e Pecadores. Dos dois, devo ser o piorzinho”, atira.

Apesar de ter estes “dois pesos” sobre os ombros, as pretensões musicais de Humberto Évora são humildes e ficam expressas na “ausência um carácter profissional” do projecto.

“Não vamos ganhar qualquer dinheiro com isto. É simplesmente a música pela música”, argumenta.

 

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