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O homem atrás da câmara

Sérgio Perez é o realizador de serviço nos Doci Papiaçam. Gosta do humor mas exige sempre qualidade nos vídeos que faz. Desta vez as piadas maquistas vêm embrulhadas numa história de terror inspirada nos filmes de John Carpenter.

Hélder Beja

Os vídeos dos Doci Papiaçam di Macau são, em cada espectáculo, um dos momentos mais aguardados da sátira maquista. E, atrás da câmara, Sérgio Perez é o suspeito do costume. O realizador dos vídeos dos Doci conta ao PARÁGRAFO que a curta-metragem deste ano é um “horror movie”.

Com argumento escrito por Miguel Senna Fernandes, fotomontagem inicial de Filipe Senna Fernandes mas “concepção feita em grupo”, o novo filme maquista terá por certo (e como de costume) figuras conhecidas da comunidade. “Isto é um trabalho de grupo. Por exemplo, este ano tivemos a contribuição do Fabrizio Croce, que ajudou na banda sonora; e tivemos a colaboração de alguns profissionais de outras áreas que aparecem no vídeo – as pessoas logo perceberão o que quero dizer, essa é uma das piadas fortes do vídeo”, diz o autor.

“Desta vez o vídeo aposta mais em jovens. O próprio conceito do vídeo é o filme de terror, que normalmente engloba adolescentes”, prossegue Perez, cineasta de 32 anos. A curta-metragem promete, até porque “é inspirada nos filmes do John Carpenter”, autor norte-americano de obras de culto do horror como “Vampires” e “The Thing”.

O filme deste ano tem oito minutos, durante os quais Sérgio Perez volta a pôr as suas competências de imagem ao serviço da comunidade macaense. “Aqui faço o que gosto de fazer – gosto de realizar ficção – ao mesmo tempo que participo em algo que tem o seu valor. Pode ser pequeno, mas tem valor.”

Há seis anos que o realizador é o responsável pelas produções audiovisuais dos Doci. Já fez, entre outros, um thriller (“James Bronco”), já fez uma história de super-heróis (“Panchito”) e um musical (“Macau Sâm Assi”) – vídeos que podem ser encontrados online, no YouTube ou no site dos Doci Papiaçam (www.docipapiacam.com). “Todos os anos procuramos ir para um género diferente”, explica Perez. E acrescenta que é difícil fazer um vídeo que tenha um certo profissionalismo, que apresente qualidade. “Os nossos vídeos dão imenso trabalho, porque procuramos sempre brincar mas tentamos fazer coisas com qualidade. Isso dá muito trabalho, são muitas horas que se perdem, principalmente as horas livres das pessoas, porque é tudo voluntário.”

O cineasta prefere mesmo estar atrás da objectiva. Passar para o outro lado, o dos actores, não lhe passa pela cabeça. Ri-se enquanto diz que os talentos que tem não vão nessa direcção. “Acho que fazemos coisas incríveis, pelas condições que temos. Sempre que participo nisto fico espantado com o que nós conseguimos fazer”, orgulha-se.

Além das produções cinematográficas, há também uma vertente televisiva nos vídeos dos Doci. “Fizemos o ‘American Idol’, fizemos o ‘Quem Quer Ser Milionário’, fizemos programas de informação – os ‘Patuá One Minute’ – e esses têm outro tipo de linguagem visual”, enumera Sérgio Perez. O realizador deixa ainda cair que, além do filme de terror, pode ser que os espectadores que hoje e amanhã rumarão ao Centro Cultural tenham ainda outra surpresa.

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