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Fringe de Macau em parceria com Shenzhen

O intercâmbio faz-se pela primeira vez e permite partilhar espectáculos e recursos. O festival de artes de rua mantém o orçamento, mas abre-se agora ao patrocínio para empresas. O programa final vai depender dos apoios.

 

Maria Caetano

 

Ainda não há programa definido, mas há algumas novidades. O Fringe Macau 2012 avança este ano em parceria com a organização homóloga da cidade de Shenzhen e com um orçamento aberto à participação de patrocinadores, que poderão ver as suas marcas promovidas com as artes de rua se entrarem no bolo com valores entre 80 mil a 200 mil patacas. O objectivo é alargar o programa “essencial” do festival – com 80 espectáculo previstos para já – e convidar mais grupos e artistas do exterior.

As inovações no evento que se realiza no território desde 1999 foram ontem avançadas pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) e pela associação Macau Music Power – que ganhou em concurso público a organização do festival, tendo sido a única entidade a apresentar proposta.

A associação tem vindo a realizar a iniciativa desde 2007 e, para este ano, introduz uma parceria destinada a assegurar o largamento do programa do Fringe. A colaboração com o festival de Shenzhen, de história mais recente, vai permitir partilhar recursos e despesas. Apesar disso, o evento local mantém o orçamento de 1,9 milhões de patacas, segundo o IACM.

“Vamos trazer espectáculos locais e estrangeiros, organizar palestras e workshops, actividades promocionais e ainda um programa de intercâmbio interterritorial”, afirmou Ginger Keong, vice-presidente da Macau Music Power. O programa, porém, só será conhecido em Setembro, depois de reunidos eventuais apoios suplementares.

O programa de intercâmbio com Shenzhen vai permitir lançar convites comuns a grupos de artistas do exterior com “mais oportunidades para apresentar espectáculos de alto nível ao público de Macau”, antecipa a Music Power. Além disso, a organização dá também conta da participação de artistas da cidade do Continente no desfile do Fringe de Macau, da troca de espectáculos entre festivais, de um programa de residências artísticas, de visitas recíprocas, da colaboração de críticos e de uma sessão final de partilha de experiências.

Certas, para já, há duas iniciativas. O Fringe Macau 2012 vai virar-se para o Delta e reflectir no programa a relação do território com as águas que o circundam, com convites lançados à participação de entidades de protecção ambiental. “Valorizamos bastante a interacção entre a cidade e o público, e entre a cidade e o mar. Vamos ter aterros novos. Por isso, apostámos neste tema”, explicou Mok Sio Cheong, director da companhia Step Out e um dos participantes no festival.

O Fringe recebe também dança contemporânea japonesa butoh, já pela terceira vez desde que existe o evento. “Vamos fazer uma audição em Macau e Shenzhen para seleccionar bailarinos”, anunciou Thomas Tse, também parte da organização. O espectáculo final vai ser apresentado nas duas cidades.

Sem programa definitivo alinhado, o Fringe deverá contar com 80 espectáculos e 100 sessões este ano – ligeiramente abaixo dos 83 espectáculos e 114 sessões de 2011. “Se conseguimos patrocínios, vamos aumentar o número de artistas estrangeiros, equilibrando a proporção entre artistas locais e do exterior”, promete Ginger Keong.

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