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Clássico para toda a família

O Ballet Nacional da Estónia estreia hoje no CCM “Branca de Neve e os Sete Anões”. Um espectáculo direccionado para pequenos e graúdos, garante o director artístico Thomas Edur, que em Hong Kong esgotou salas.

Pedro Galinha

“Branca de Neve e os Sete Anões” sobe ao palco do Grande Auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) pela mão do aclamado director artístico do Ballet Nacional da Estónia, Thomas Edur. O espectáculo estreia hoje às 19h30 e conta com três reposições: duas amanhã (15h e 19h30) e uma no domingo (15h).

A partir da magia dos irmãos Grimm e do encanto da Disney, a companhia garante mais de hora e meia de puro entretenimento. Extensível a toda a família.

“O espectáculo é maravilhoso para qualquer idade. Todos conhecem a história e os personagens que temos em palco são muito parecidos aos do desenho animado”, garante Thomas Edur.

O bailado terá “duetos de pas de deux como na dança clássica, mas também solos”. A peça é também composta por toques de sapateado, capazes de atrair a atenção de qualquer público.

“Em Hong Kong, sentei-me à frente de um casal de 80 anos que estava a divertir-se. Os dois até batiam palmas”, explica o director artístico do Ballet Nacional da Estónia.

Outro dos segredos da Branca de Neve de Thomas Edur é a simplicidade que quis manter na peça. “Não tem de haver uma abordagem filosófica da história”, argumenta o estoniano, que acredita no sucesso da peça em Macau porque tem “humor e energia positiva”.

“É uma história transversal. E como a dança é uma linguagem universal, o espectáculo é totalmente perceptível para qualquer pessoa”, justifica.

Edur chegou a Macau com uma equipa composta por 40 pessoas, ainda que só 32 entrem em cena. Isto acontece por uma questão de segurança.

“É difícil para as principais personagens actuarem todos os dias. O espectáculo é muito exigente, por isso alternamos os bailarinos”, esclarece o antigo bailarino, admirador confesso do teatro tradicional europeu.

 

Madrasta sexy

 

O director artístico do Ballet Nacional da Estónia garante que, além do romance e humor do espectáculo, o público pode sair encantado com a má da fita. “A madrasta é muito sexy e bonita. Dá glamour ao palco”, diz Thomas Edur.

Outros personagens, como os “divertidos” sete anões, também vão surpreender os espectadores do CCM. “Não andam de joelhos. Só actuam de forma estranha. E funciona! Ninguém se queixou até agora”, revela Edur, entre risos.

A visita da companhia estoniana a Macau foi precedida de uma estadia em Hong Kong. Os cinco espectáculos apresentados há uma semana esgotaram, deixando ainda mais hipóteses da peça viajar até ao Continente.

“Já tentámos ir à China, mas foi impossível conjugar isso com as férias da companhia. Temos despertado interessado em Pequim e talvez no próximo ano, em Julho, podemos lá ir”, confia Thomas Edur.

“Branca de Neve e os Sete Anões” do Ballet Nacional da Estónia está em tour desde 2009. Por ano, revela o director artístico da companhia, são realizados entre dez a 15 espectáculos.

Em Macau, a peça está incluída na edição deste ano do “InspirArte no Verão”, organizado pelo Centro Cultural e apresentado no Grande Auditório. Os bilhetes estão à venda nas bilheteiras do CCM e nos balcões da rede Kong Seng.

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