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As letras descem à baixa

É no centro da cidade, no chamado espaço Sintra, que se instala a feira do livro do Rota das letras, que decorre no próximo mês. Ao chamamento das bancas de livros, juntam-se concertos e tanto mais. O festival literário começa na rua, passa pelas escolas, e chama gente para muitos outros cantos da cidade. A organização conta ter mais participação.

Maria Caetano

Há mais nomes no cartaz da Rota das Letras, cujo programa oficial foi ontem anunciado pela organização, e que se espalha pela cidade no próximo mês, entre os dias 9 e 17 de Março. Paulina Chiziane, romancista moçambicana, e Vanessa Bárbara, jovem escritora brasileira, vão juntar-se à lista onde já constam nomes como José Eduardo Agualusa, Dulce Maria Cardoso, Han Shaodong, valter hugo mãe, Rui Zink, Francisco José Viegas, Luís Cardoso. Bi Feiyu, Ricardo Araújo Pereira, Carlos Vaz Marques, Camané, Dead Combo e muitos outros. O grupo Teatro Bruto, do Porto, e o realizador Miguel Gonçalves Mendes são outras novidades no rol.

O festival literário, na sua segunda edição, tem arranque no centro da cidade, a 9 de Março, pelas 14h30, na Praça da Amizade, frente ao Hotel Sintra, com a pré-inauguração da feira do livro do Rota das Letras, por onde passarão autores e artistas convidados, bem como o público. A feira será uma das vias de promoção dos diferentes eventos, entende a organização. Para o mesmo dia, estão previstos dois concertos na praça: com a banda L.A.V.Y. e com Bernardo Devlin, um dos colaboradores do projecto T(h)ree.

Depois, dia 10, arrancam as sessões de debate, concertos, cinema, lançamento de livros, teatro, exposições de artes plásticas, numa ronda que se prolonga até dia 17 e termina com uma reflexão sobre a relação entre o espaço urbano e a literatura, orientada por Mauro Munhoz, arquitecto e director da Festa Literária Internacional de Paraty, e pelo arquitecto local Carlos Marreiros.

O orçamento do festival é de 1,95 milhões, um milhão obtido em financiamento cedido pela Fundação Macau e pelo Instituto Cultural, valor ligeiramente superior ao do ano passado. As manhãs do Rota das Letras serão dedicadas à divulgação de autores e obras nas escolas, havendo já sessões marcadas na Universidade de Macau (UMAC), Universidade de São José, e escolas do ensino básico e secundário como a Luís Gonzaga Gomes e a Pui Ching. A organização do festival colabora com a Direcção dos Serviços de Educação nestas actividades, bem como com a UMAC.

“O primeiro ano acabou por ser de aprendizagem”, admite o director do festival, Ricardo Pinto, reconhecendo que “a tentativa de ter eventos a todas as horas e concentrados num único local, o Instituto Politécnico, não foi a melhor forma”. “Penso que em relação à programação da manhã e ao contacto com a população escolar, este ano vai correr muito bem”, declara.

Depois, as sessões ao fim da tarde  serão “tanto quanto possível no centro da cidade”. “O mais importante é a questão do horário”, entende.

A organização integra este ano a Fundação Macau, presidida por Wu Zhiliang, e o Instituto Cultural na direcção-adjunta, representado por Yao Jing Ming, poeta, tradutor e vice-presidente do organismo do Governo. A estes está também associado, além da UMAC, o Macau Pen Club, representado por Agnes Lam.

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