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Arte hospedada no MGM

imageA Art For All renovou a parceria com a concessionária em mais uma exposição que se instala por três meses no hotel-casino. Em resultado da colaboração, A MGM China pretende adquirir várias obras de artistas locais para a sua colecção permanente. “Não é um número pequeno”, revela James Chu.

Maria Caetano

Um jogador sai de uma sala VIP do MGM após uma longa noite, ou dia, de jogo e tropeça numa Macau que não avista do seu quarto de hotel. Se reparar, o corredor leva-o aos terraços de ocupações ilegais na cidade construída nos anos 1960, capturada e reinventada por James Chu, à antiguidade de uma linha de costa oitocentista com juncos ao largo na tinta-da-China e caligrafia de Lei Tak Seng, ao remanescente comércio tradicional das ruas do Bazar fotografado por Chan Hing Io, à quinquilharia estendida no chão da Rua dos Ervanários por vendedores que não chegaram a vendilhões nas aguarelas de Lio Man Cheong, e a muitos outros.

“Macau-Macau” é a segunda exposição da associação Art For All (AFA) no empreendimento de hotelaria e jogo da concessionária norte-americana, inaugurada ontem e que permanecerá por três meses com o subtítulo “Uma Viagem Artística pela Bela Macau”. O local da exibição são as galerias das varandas que, de um segundo andar, espreitam a Grande Praça do MGM, e que estão paredes-meias com as salas de apostas e os quartos de hotel.

James Chu, presidente da AFA, afirma que a parceria não tem rendido em vendas de forma significativa, mas mais em interesse. “Há todo o tipo de pessoas, uma vez que o espaço está aberto em permanência. Há quem se limite a passar aqui. Mas os catálogos da exposição estão em cada quarto e os hóspedes vêm aqui. Alguns também vão à loja de lembranças comprar catálogos e postais com obras locais”, conta.

Os poucos compradores da primeira exposição eram empresários, sobretudo. Mas, além da visibilidade, a estadia das obras no hotel tem dado em outros resultados. “A MGM decidiu comprar algumas das obras destes artistas de Macau para a colecção permanente do hotel. Não é um caso isolado. Temos um acordo de um ano durante o qual vamos organizar, pelo menos, três a quatro exposições. Ainda estão a escolher as obras”, revela Chu. “Não é um número pequeno”, assegura.

Grant Bowie, CEO da MGM China, confirma. “Com base no que estamos a construir no Cotai, o que queremos efectivamente é ter uma estratégia de criação conjunta de obras de arte. E, certamente, temos espaço mais do que suficiente para albergar muitas, muitas peças”, afiança.

“Em vez de recorrermos a um consultor de arte comercial que escolha obras que podem ou não ter alguma história, preferimos despender algum tempo e permitir que essa história evolua com os artistas à medida que construímos os nossos empreendimentos”, explica.

James Chu põe também ênfase na colaboração que permitirá dotar a colecção permanente do MGM do que se espera que seja um grande número de obras de artistas locais. “Têm Dali, têm muitos outros artistas famosos já no hotel. Mas também têm artistas de Macau nos quartos e corredores do hotel. O espírito deste acordo é apoiar a comunidade artística local, adquirindo as obras e ao mesmo tempo enriquecendo a colecção do hotel”, descreve.

“Estamos a procurar uma definição clara do que deve ser a colecção, em termos de géneros, estilo, de estudo. Aquilo que entendemos é que num período de dez anos muitas coisas podem mudar em Macau e que, através do trabalho dos artistas, podemos reter momentos deste tempo. É uma espécie de história da transformação de Macau através das obras”, junta Bowie.

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