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Música sacra em espectáculo único

1 Aurelio PorfiriO Colégio Santa Rosa de Lima acolhe amanhã uma revisitação de “Te Deum”, por Aurelio Porfiri. “Acho que nunca houve muitos grupos amadores a tentar fazer algo com esta magnitude”, diz o compositor italiano, que vai juntar em palco quase 100 jovens locais.

Pedro Galinha

Aurelio Porfiri apresenta amanhã, às 18h, a sua versão de “Te Deum”, na capela do Colégio Santa Rosa de Lima (secção inglesa). A composição de música sacra foi completada em pouco mais de um mês e tem vindo a ser ensaiada por um grupo de quase 100 estudantes.

“Excepto os solistas, todos os cantores são meus alunos. Estou muito orgulhoso, até porque são a razão principal – senão a única – que dá sentido ao trabalho que tenho estado a fazer em Macau”, explica o compositor italiano, radicado no território desde 2008.

Porfiri admite que “não tem sido fácil” coordenar quase uma centena de jovens, pertencentes a duas instituições de ensino: Colégio Santa Rosa de Lima (secção inglesa) e Escola Nossa Senhora de Fátima.

“Uma vez que são duas escolas, tenho muitas coisas para coordenar. Mas aqui estamos, depois de ensaiar por mais de um mês, que até nem é muito tempo”, confessa.

O compositor, que ocupou o cargo de organista substituto do Vicariato da Cidade do Vaticano na Basílica de São Pedro, entre 1993 e 2008, confia que “quando os alunos são bem ensaiados, o resultado é fenomenal”. Para o concerto de amanhã, Aurelio Porfiri promete coros, órgãos e sopros para que o público “possa beber alguma inspiração” de “Te Deum”.

“Acho que nunca houve muitos grupos amadores a tentar fazer algo com esta magnitude. Não nos podemos esquecer que estamos a falar de estudantes da escola”, lembra o autor, que frequentou o Conservatório de San Pietro a Majella, em Nápoles.

Improviso como alma

“Sou um compositor muito rápido, que foi treinado como músico de igreja. Cheguei a escrever peças durante a homília para serem tocadas durante a comunhão. Sei que soa estranho, mas foi este tipo de experiência que tive. É realmente único e agradeço imenso esta ajuda. Talvez, por isso, levei apenas um mês para completar o meu ‘Te Deum’”, conta Aurelio Porfiri, antes de acrescentar que os últimos meses têm sido “agradáveis, cheios de emoção e criatividade”.

Depois da apresentação de amanhã, a mais recente composição do italiano será levada aos palcos do país natal. “Já está agendado um segundo concerto, numa escola de música em Roma, no mês de Junho. Talvez haja uma terceira apresentação, com outros artistas, em Florença”, revela.

Porfiri afirma que Itália continua a ser o berço dos melhores músicos litúrgicos. “Estou feliz por fazer parte deste grupo”, nota o compositor, já que o seu nome está incluído em diversos catálogos de música litúrgica – é o caso da publicação “The Cambridge Companion to Choral Music”, editado por André de Quadros.

Sobre Macau, Aurelio Porfiri mantém a confiança de que a música de cunho religioso tem espaço para crescer. “No passado, havia muito trabalho de qualidade, graças aos incansáveis missionários vindos da Europa. Tenho a certeza que, hoje, ainda há pessoas que querem apreciar este género com muitas coisas boas”, assegura.

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