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“Treze anos depois cheguei aqui e fiquei completamente perdido”

Quase 14 anos depois de ter “fechado a porta” da cerimónia cultural portuguesa na transição de Macau para a China, Luís Represas volta ao território e sentiu-se “abananado e confuso” por aterrar na Las Vegas do Oriente.

Com nomes como Rão Kyao, Dulce Pontes ou a chinesa Chen Jun Hua, Luís Represas recorda o dia 19 de Dezembro de 1999, salientando ter sido uma “sensação única”.

“Pouco falei e pouco se fala dessa sensação de pôr a chave à porta e fechá-la. Eu, o Rão Kyao e a Chen Jun Hua vimos a sala esvaziar-se e as pessoas a saírem pelo palco. Houve uma sensação enorme de nostalgia e de vazio à medida que as pessoas iam saindo”, contou à agência Lusa em Macau onde está para um espectáculo a solo por ocasião das comemorações locais do Dia de Portugal, 10 de Junho.

“Havia aqui qualquer coisa que estava a emperrar aquilo que podia ser este novo território. Treze anos depois cheguei aqui e fiquei completamente perdido. Não é de todo o Macau que eu conheci. É se eu for outra vez lá para dentro e de repente começo a reconhecer coisas, mas há grandes alterações”, explicou ao salientar que “parece que estava tudo debaixo do chão à espera que saíssemos para vir tudo cá para cima”.

Nas diferenças, Luís Represas destaca também uma cidade mais limpa, mas mais poluída, fruto dos muitos mais carros que hoje circulam nas estradas locais.

Depois, vem a abundância: “Para mim, que venho de um planeta em crise profunda, de repente entro num planeta onde a palavra crise é uma coisa perfeitamente estranha, inexistente e totalmente fora de contexto”.

Para o cantor, Macau tem “uma eternidade da história e uma eternidade da cultura” portuguesa que espera que se preservem.

“Em termos de portugalidade, de Camões e das comunidades continua em Macau a sentir-se esse lado bom da saudade. O nosso maior poeta andou por aqui, a nossa língua continua a andar por aqui e a nossa história e a nossa presença no Oriente continua e poderá passar ainda mais por aqui”, afirmou.

“Essa forma que nós temos muito de ver que é muito longe, o ser muito longe, está a toldar-nos a visão em relação ao que podemos fazer e à presença do nosso pequenino país europeu de podermos de maneira muito efectiva e consistente fazer cumprir Macau como a (nossa) grande âncora para a (nossa) presença efectiva (comércio e cultura) no oriente”, acrescentou.

Para hoje, no teatro do hotel/casino Sands, Luís Represas promete muitas canções conhecidas como “Feiticeira” ou “Perdidamente” e uma surpresa ligada a Macau.

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