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Encontros e desencontros no património

2 passeio pelo  patrimónioA Associação dos Embaixadores do Património e a Associação de Dança Ieng Chi conduzem visitantes e locais, este fim-de-semana, num passeio pelo centro histórico e bairros antigos. A iniciativa, “Passeio pelo património com poesia, um caminho nostálgico para novos desejos”, retoma o caminho iniciado em 2012 – é já uma segunda edição – e junta história, pintura, dança e outras artes performativas, poesia, música e instalação, com a colaboração de diferentes criadores do território.

O passeio tem a duração de duas horas e diferentes paragens desde as Ruínas de São Paulo até ao Jardim de Camões. No sábado, tem início às 18h45. No domingo, o arranque acontece às 19h45. Há dois percursos possíveis, que decorrem em simultâneo, entrecruzando-se. Os visitantes são acompanhados  por aparelhos guia que contextualizam os lugares.

 “Há duas rotas. Começamos em dois pontos ao mesmo tempo, com dois grupos. Um parte das Ruínas de São Paulo e o outro do templo de Natcha. Mais tarde reencontram-se para um assistirem a um primeiro espectáculo de dança. Não se trata de um mero encontro com a arte, é um encontro com a arquitectura, com a história e com as outras pessoas”, conta a directora artística do projecto, Hope Chiang.

“O conceito de encontro é muito importante nos percursos que concebi. As pessoas não têm de limitar-se a assistir sozinhas ou com amigos, podem conhecer novas pessoas que também estão interessados em salvaguardar o património”, explica.

O itinerário percorre pátios, becos e travessas – uns mais próximos do que outras da ruína ou da renovação. A Travessa da Paixão, a Rua dos Ervanários, o Pátio da Eterna Felicidade e a Igreja de Santo António são alguns dos pontos de paragem e apresentação do trabalho de alguns artistas sobre o local. “A ideia foi a de os levar aos locais e deixá-los escolher as zonas que mais os inspiravam para criar”, conta Hope Chiang.

Entre os colaboradores estão Shadow Wong, com pintura, e Catherine Cheong, com uma instalação que será exibida no Pátio da Eterna Felicidade. Objectos como cadeiras, fotografias e velhas lâmpadas dão conta da “felicidade simples de jogar mahjong à volta da mesa e ouvir rádio”. Pelos bairros antigos, há poesia distribuída dentro de flores de origami, há bailarinos, há pequenos momentos musicais. Uma instalação de luz recorda o incêndio da Igreja de Santo António e, no final, um mini-concerto com a cantora Evonne Lei e poesia de Kelvin Costa.

M.C.

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