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“Estamos num estado de maturidade cinematográfica”

2AA gala de prémios de Bollywood está de volta a Macau e ao Venetian. De 4 a 6 de Julho, a cidade recebe a grande festa do cinema indiano. Um dos directores da organização, Andre Timmins, fala do actual momento e das vantagens de Macau enquanto ponto de encontro.

Em 2009, quando os saris, os penteados, a música, a dança e toda a parafernália de Bollywood aterraram em Macau pela primeira vez, o impacto foi grande. Não apenas nos dias em que a gala de prémios da International Indian Film Academy (IIFA) decorreu, mas também depois, com o número de turistas indianos a crescer nos meses e anos seguintes. Agora, a festa do cinema mais extravagante do planeta está de volta ao território e ao Venetian, de 2 a 4 de Julho. Andre Timmins, director da IIFA e da empresa que fundou o evento, a Wizcraft International, tem as melhores recordações de Macau e muitas expectativas para este ano.

– A gala de prémios da IIFA está de volta a Macau. Por que decidiriam fazê-la de novo aqui, apenas alguns anos depois de por cá terem passado?

Andre Timmins – Temos memórias muito boas da gala da IIFA em 2009, que teve lugar no Venetian Macau. Macau é um ponto de encontro fantástico para todos aqueles que amam Bollywood. É próximo do Dubai, do Sri Lanka, de lugares como a Tailândia, Singapura, Japão, China Continental e especialmente Hong Kong – é um ponto de convergência. Teremos fãs que virão de todo o mundo e que estarão reunidos em Macau. É isto que faz de Macau um ponto de encontro fantástico.

– Subentende-se que em 2009, na primeira gala da IIFA em Macau, as coisas correram bem.

A.T. – Temos recordações incríveis de 2009, que assinalou também o nosso. décimo aniversário. O Venetian foi um grande cicerone e a cidade recebeu-nos extremamente bem. O apoio que recebemos foi incrível.

– A gala da IIFA nunca aconteceu em Hong Kong, onde há um interesse reconhecido pelo cinema indiano. Alguma vez pensaram nessa possibilidade? Porquê repetir Macau em vez de tentar Hong Kong?

A.T. – É verdade. Nunca celebrámos este fim-de-semana de cinema indiano em Hong Kong. A selecção do destino depende de muitos factores. O Venetian oferece-nos muito em termos de instalações e infraestruturas num só lugar, o que possibilita pôr de pé um evento deste calibre. Mas claro que estamos abertos à possibilidade de fazer a gala da IIFA em Hong Kong.

– Sabbas Joseph, também um dos directores da Wizcraft International e fundador da gala de prémios da IIFA, disse numa entrevista ao South China Morning Post que tem “a sensação de que este ano a festa será ainda melhor” e “mais louca do que nunca”. Compartilha essa opinião?

A.T. – Todos os anos tentamos criar uma celebração que seja maior e melhor que as anteriores, estamos constantemente a tentar exceder-nos. A gala da IIFA é mais do que apenas um espectáculo de entrega de prémios; são três dias de uma celebração espectacular que reúne toda a fraternidade do cinema indiano. Temos algumas performances óptimas preparadas e as estrelas da nossa indústria de cinema estarão no palco da IIFA, como Abhishek Bachchan, Deepika Padukone, que pode ser vista no sucesso de bilheteiras deste ano, “Yeh Jawaani Hai Dewaani”; Madhuri Dixit, Sri Devi, que teve uma performance fascinante no filme “English Vinglish”; e o actor, realizador e coreógrafo Prabhudeva, para nomear apenas alguns.

– Este ano o cinema indiano celebra um século desde a estreia da primeira longa-metragem, “Raja Harishchandra”. É uma data especial para quem trabalha neste ramo. Como descreve o actual momento do cinema que se produz na Índia?

A.T. – É sem dúvida um momento muito especial para nós. O facto de passarem 100 anos desde o primeiro filme indiano é um grande marco. Acho que o cinema indiano está a começar a deixar uma enorme marca no mundo. Os cineastas estão a expandir as suas fronteiras e a fazer filmes que atingem outros públicos que vão além do subcontinente indiano. Bollywood cresceu para qualquer coisa maior do que apenas grandes nomes e cartazes. Produções mais pequenas mas com grande conteúdo estão a correr extremamente bem. Estamos num estado de maturidade cinematográfica.

– Considera que os mercados de Macau, Hong Kong e acima de tudo da China Continental podem ser importantes para a indústria de cinema indiana?

A.T. – Com certeza. Na verdade já há um conjunto de filmes que têm feito sucesso nesses mercados, incluindo “Final Solution”, que passou no Festival Internacional de Cinema de Hong Kong, em 2004, o filme “3 Idiots”, que em 2011 teve uma boa carreira na China, e o mais recente sucesso “English Vinglish”, que em Hong Kong esteve em exibição em sete salas, com um total de 29 projecções por dia.

– “English Vinglish” é um dos nomeados deste ano. Dê-nos a sua opinião sobre as obras a concurso. Acha que foi um bom ano para o cinema indiano?

A.T. – A lista de nomeados é fantástica. Acho que foi um ano óptimo para o cinema indiano. Há um número impressionante de filmes que tiveram prestações internacionais muito boas, em termos de bilheteiras foram um sucesso e alguns receberam elogios da crítica.

– Há uma série de clichés sobre o cinema indiano – a dança, a música, os decors coloridos, as abordagens naive a temas muito importantes. Considera que estes clichés, ou alguns deles, são verdadeiros?

A.T. – Adoramos que os nossos filmes sejam ‘larger than life’. Vamos ao cinema para sermos transportados para mundos que são largamente diferentes daquilo que é a vida mundana. Acho que a dança e a música tiveram um papel muito importante. O público indiano adora o glamour e a fanfarra dos filmes. Claro que há clichés, mas isso não significa que os filmes não possam reflectir e contar as maiores histórias das nossas vidas.

– Apenas em 2012 a Índia produziu cerca de 1500 filmes. Além destes números, que impressionam, o que é que na sua opinião faz o cinema indiano diferente dos restantes?

A.T. – A nossa indústria cresceu de muitas maneiras nos últimos 100 anos. Julgo que todos concordarão que as nossas sequências elaboradas de dança e música, a nossa abordagem mais recatada ao romance e a exuberância com que reverenciamos as nossas estrelas nos distingue completamente do resto. H.B

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