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Animadores de Macau vão a Shenzhen

IAS-S_02Falta menos de uma semana para começar o Festival de Animação de Shenzhen. Este ano, o evento conta com 26 participações de Macau, que apresentam curtas, ilustrações, aplicações para telemóveis, entre outro tipo de produtos relacionados com o mundo da animação. Jason Pun, da Morpheus Animation Company, explica porque é que ir a Shenzhen pode ser a salvação dos animadores de Macau.

Inês Santinhos Gonçalves

Para a Morpheus Animation Company a ida ao Festival de Animação de Shenzhen é um piscar de olho à indústria de brinquedos. A empresa liderada por Jason Pun não ficou muito surpreendida por ter sido seleccionada para representar Macau, juntamente com outros 26 participantes, mas ficou definitivamente contente. “O mercado de Macau ainda não amadureceu e é muito pequeno. Queremos mostrar o que conseguimos fazer e a qualidade dos nossos produtos”, diz o animador.

O festival, que vai agora para a 5ª edição, tem início já na próxima quarta-feira, dia 17, e dura até dia 21, no Centro de Exposições e Convenções de Shenzhen. De Macau participam 26 empresas e pessoas, entre elas a Morpheus Animation Company, uma empresa especializada em anúncios televisivos animados, séries e apresentações comerciais com animação.

Além de curtas, a Morpheus vai mostrar em Shenzhen um filme de animação baseado numa história tradicional chinesa. Jason Pun, director da empresa, explica que em Macau a equipa dedica-se essencialmente a produzir anúncios televisivos para o Governo. Um dos seus mais famosos trabalhos é a publicidade à linha aberta do Comissariado contra a Corrupção, em que se vê o monstro da corrupção dar uma dentada nas Ruínas de São Paulo.

Pun salienta também uma parceria que a Morpheus fez, há dois anos, com a Orquestra de Macau. “Fizemos um filme de dez minutos para eles. Quando tocam num evento ao vivo, o nosso filme [de animação sobre Macau] é projectado por detrás”, conta. Esta produção foi exibida no passado dia 1 de Junho, por ocasião do Dia da Criança.

É que a especialidade da empresa de Jason Pun é mesmo, em última instância, agradar aos mais pequenos. “Queremos mostrar os nossos filmes aos produtores de brinquedos, eles são o nosso mercado alvo. Só eles é que têm a capacidade e os recursos para fazer um desenho animado com 52 capítulos”, explica o especialista.

Jason Pun avalia em baixa a qualidade dos profissionais de animação em Macau: “Sinceramente, são mais ou menos. Nós temos uma equipa em Zhuhai e outra em Hong Kong. Essas equipas vêm a Macau para sessões de transferência de conhecimento e para ensinar a equipa de cá a fazer trabalhos de animação”.

O conceito do pavilhão de Macau em Shezhen gira, este ano, em torno do tema “sonho”, tentando, através da combinação de polígonos criar um ambiente onírico. A estrutura, em cores vivas, ilustra a indústria de animação. Além da Morpheus, vão estar presentes a Soda Panda, a Terra dos Desenhos Animados, o Estúdio de Animação Infinito, a Publicação Chun Man, o Estúdio  Maple, a Sociedade Hyper Comics, a Associação de Comickers de Macau, a MACANI, o Centro de Formação Contínua para Amadores, e os 16 criadores a título individual.

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