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Filhos de um T(h)ree maior

Os Golpes @ SA Covilhã 2011.Chamam-se The Mighty Terns e são a primeira banda que surge do projecto T(h)ree. Composto por quatro portugueses, uma filipina e um japonês, o grupo tem produzido canções à distância, que devem ser tocadas na Europa e na Ásia. Pelo menos, este é o desejo dos músicos.

Pedro Galinha

Canina, Nuno Lacerda e Pedro da Rosa estão sentados à frente do computador, em cada uma das suas casas, para falar dos The Mighty Terns com o PARÁGRAFO. Curiosamente, é também em formato videoconferência que a comunicação tem sido feita com os restantes membros da banda porque Luís Afonso vive em Glasgow, Pauline Diaz em Manila e Hidekazu em Osaka.

Para perceber a história do grupo é necessário recuar até ao último ano, quando os portugueses Os Golpes, que integravam Canina, da Rosa e Afonso, tocaram com os filipinos Toi, de Pauline. Tudo aconteceu na apresentação do segundo volume do projecto T(h)ree, no Museu do Oriente, em Lisboa.

As duas bandas não tinham colaborado para o álbum, mas acabaram por ser escolhidas para o concerto e tocaram juntas. “Foi um acaso agradável”, conta Canina, que recorda os “dois ou três ensaios” que fizeram antes para dizer que, “logo aí, houve uma empatia grande”.

O mentor do T(h)ree, David Valentim, apercebeu-se disso e lançou o desafio de criarem uma banda. “Nós achámos uma óptima ideia, mas teria de ser experimentada. Nunca conheci um grupo com este precedente”, diz Pedro da Rosa.

Aos antigos elementos d’Os Golpes e Pauline, juntaram-se Nuno Lacerda e também Hidekazu, este por sugestão de Valentim. Depois, a palavra de ordem foi “criar”.

“Era engraçado ouvir o que a Pauline enviava e o que o Hidekazu ia fazendo”, relembra Lacerda, que tem sido o responsável pela gravação das primeiras canções dos The Mighty Terns.

Neste momento, estão a ser finalizadas três, que devem ser lançadas “dentro de muito pouco tempo”. “Também temos mais cinco músicas por acabar e, entretanto, a Pauline já nos enviou mais umas letras e uns sons. Num instante, temos doze ou treze prontas a serem gravadas em CD”, acrescenta.

Os primeiros esboços da banda têm muito pouco da sonoridade rock d’Os Golpes. “Estou eu, o Canina e o Luís. Há coisas nossas, claro, mas depois temos uns teclados completamente novos, que o Nuno Lacerda introduziu, a abordagem mais subliminar ou jazzística do Hidekazu e a voz bastante forte da Pauline”, descreve Pedro da Rosa.

Canina faz questão ainda de apontar os sopros nas canções dos The Mighty Terns, que sobre a distância preferem nomear as potencialidades do que os possíveis problemas. “A distância tem como consequência um fuso horário, uma língua e uma cultura diferentes. Estes, ora dificultam, ora são elemento construtores. Pequenos mal entendidos, ‘delays’ ente emails e as tentativas de interpretação do ‘input’ musical ou criativo que veio do outro lado do globo têm gerado novos caminhos, que não se apresentavam anteriormente. O processo poderá ser um pouco mais demorado, mas acaba por ser mais rico.  A distância dificulta, mas para já é muito bem vinda”, salienta Luís Afonso, em resposta escrita por email, via Escócia.

De Portugal à Ásia

Depois de disponibilizarem os primeiras temas na futura página da banda na Internet, que serão acompanhados de um vídeo, o próximo passo será mostrar o trabalho ao vivo. “Temos algumas expectativas de tocar no sudeste asiático e queremos trazer a Pauline e o Hidekazu para fazermos uma tournée pela Europa”, adianta Canina.

Luís Afonso diz que, uma vez “superado” o desafio de fazer música à distância, é necessário estabelecer novas metas como “chegar aos palcos do mundo”. “Mas, para isso acontecer, há que fazer chegar a nossa música às pessoas e, nesse processo, há muitos desafios que surgem. Neste momento, temos entre mãos a realização de um teledisco, onde queremos estar os seis, a construção do nosso sítio na Internet, a mistura das três canções que estamos a preparar para apresentar e como vamos planear dar essa volta ao mundo”, enumera o músico.

Disponível para viajar com a banda está Hidekazu, que desde o Japão destaca o lado “emocionante” dos The Mighty Terns: “Estou a adorar e já sonho em fazer tournées mundiais. Não tenho qualquer dúvidas em juntar-me”.

Nestes desejos, Macau será um ponto de paragem? Pedro da Rosa garante que sim, até porque o território podia ter sido o ponto de partida do projecto. “Tinha que haver um sítio onde teríamos de começar e, em conversa com o David Valentim, surgiu imediatamente Macau, por ser a convergência do Ocidente português com o Oriente”, relembra.

A hipótese de gravar um disco num estúdio local não vingou, mas mesmo assim o território poderá ser a rampa de lançamento para os concertos na Ásia porque “é uma ideia que já passou pela ideia de todos”. “Depois, passaríamos pela China, pelo Vietname, pela Malásia, Indonésia e Filipinas”, perspectiva da Rosa.

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