Breves

Bruno Vieira Amaral e a gente lá do bairro

Um dos convidados desta edição do festival literário Rota das Letras é Bruno Vieira Amaral, que se estreia hoje nas conversas que decorrem no edifício do antigo Tribunal e em vários outros espaços da cidade. Sobre o livro As Primeiras Coisas (Queixal), que lhe valeu o Prémio José Saramago em 2015, o autor falou à Rádio Renascença num trabalho que pode ser lido e visto/ouvido on-line (aqui).

Um excerto da entrevista, conduzida pela jornalista Maria João Costa:

As Primeiras Coisas é um livro que apresenta um fresco de um país? 

Diria que é um fresco miniatural. É um fresco que parte de um ângulo subjectivo de um narrador que está a atravessar uma crise pessoal e que regressa ao bairro onde cresceu e vê-se confrontado com o universo que deixou para trás. Ele vive um processo de reconciliação com esse seu passado e com ele mesmo. Ele reconcilia-se, virando-se para fora, para os habitantes daquele bairro. É aí que oferece essa multidão de personagens. Não tem aquela respiração do grande romance, digamos que mistura a autoficção com o olhar para fora. De certa forma, o narrador pacifica-se com esse olhar para os outros.

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