Crónica

Escrita na Brisa

 

Praça

Yao Feng

Esta madrugada acordei mais cedo do que as gaivotas, ou estive acordado pela noite toda . Diria que a insónia também é um modo de amar uma cidade ou uma pessoa. Então, consegui ver o céu, tão espectacular que chegou a semear nuvens na terra, e ver uma praça tão silenciosa que parece só pertencer a mim e às gaivotas.

Sim, amo esta cidade, embora não seja daqui. Provavelmente por esta razão vi o que os lisboetas viram ou não viram: o rei José I, cansado de estar imóvel secularmente no seu cavalo e de olhar sempre para o mesmo mar, desceu do cavalo, tirou o corselete e o capacete, e trocou as botas por um par de sapatilhas desportivas, começando a correr pela praça como um corredor matinal. Ele precisa mesmo de relaxar o corpo inerte e as pernas inchadas.

Respirando o ar fresco e bem cheiroso de chuva e de folhas, sei que ainda faltam 36 dias para os jacarandás florescerem…

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