Crónica

Escrita na Brisa (Yao Feng)

Sobre a água

Na água não só se aprende como nadar

mas também como se conciliar com o deserto.

O céu voa nas asas das nuvens fazendo pausa na água.

O espelho partiu no rosto para manter a água íntegra.

A boca ama com a ponta da língua, as pedrinhas e a água entre os lábios.

As palavras, tāo leves e invisíveis, crescem para o coração no fundo da água, como peixes de olhos nunca fechados.

O Buda, sentado nos joelhos da colina, diz nada ou tudo pelo silêncio do ar.

E pela fundura da água.

2020.01.20

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