Navegar É Preciso

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https://www.revistapixe.com.br

Criada por um conjunto de escritores e críticos literários, a Pixé é uma revista literária que publica poemas, contos e crónicas de autores brasileiros, sempre acompanhados de ilustrações feitas por artistas convidados para cada edição. A diversidade é marca de água desta publicação, não só em termos geográficos, mas igualmente ao nível do reconhecimento público dos autores. A decisão de incluir ou não um texto na revista deriva unicamente da leitura feita pelo seu Conselho Editorial, não importando se o texto é de um autor consagrado e com livros publicados ou de um desconhecido do público que talvez só tenha publicado nalgum jornal local – ou nem isso. A escolha faz-se pelas qualidades reconhecidas em cada prosa, em cada verso, sem que um programa defina de modo espartilhado o que vem a ser essa qualidade. No Editorial do último número, lê-se:

«Geração após geração, sucediam-se revoluções estéticas até se estabelecer uma tradição de van- guarda tão manjada quanto conservadora. Como deve se posicionar uma publicação contemporânea como a Pixé? Nossa única certeza é não ter ostentar nenhuma certeza. Essa postura não é dúbia, não é covarde, não é abstencionista. É apenas um modo de ver a realidade. O que nos importa mais é criar uma grande tribo do que pontificar um estilo único. Preservar a diversidade é assumir uma postura não- -autoritária. Portanto, o experiente artista popular baiano tem o mesmo espaço da jovem artista cuia- bana, uns escrevendo do centro e outros escrevendo de fora do país. Tampouco buscamos o que seja “a brasilidade” porque a imagem convergente, monolítica, idealizada de um só Brasil não nos ilude. Quando escritores dizem que são “pós-modernos” não deixam de seguir a cartilha da modernidade a fim de estabelecer essa classificação: uma lógica linear e progressista de superação do passado pelo presente, pressionando o futuro com as mesmas paranóias de sempre. Somos pós-nada. Estamos vivos e mergulha- dos na essência humana mas num tempo circunstancial, onde as fronteiras viraram convenções e a realidade é suprarreal. Queremos as idiossincrasias de uma comunidade tribal, com índios, pajés e caciques, unidos em cerimônias de afetividade. A Revista Literária Pixé coloca-se dessa forma por saber que a ética da tribo: o passado não é pior do que o presente e que o futuro não será necessariamente melhor. Talvez seja esse o nosso manifesto. Talvez…»

Com mais perguntas do que certezas, a Pixé organiza-se assim. E disponibiliza todas as suas edições on-line, para quem queira descobrir o que se vai escrevendo no Brasil contemporâneo. Independentemente de escolas e correntes.

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