O crime como espelho
Crítica

O crime como espelho

Por Sara Figueiredo Costa De entre todos os géneros romanescos com códigos bem definidos, talvez o policial seja aquele que mais vezes tem sido experimentado por escritores que, não sendo praticantes regulares, se dedicam a explorar os seus mecanismos. Os resultados são díspares, inevitavelmente, mas tendem a ganhar interesse e densidade quando essa exploração envereda … Continuar a ler

A vida é o fim do teatro
Crítica

A vida é o fim do teatro

Por Hélder Beja Se Byung-Chul Han não tivesse caído no caldeirão germânico e fosse mais próximo da cultura ibérica, seria provavelmente um dos actuais defensores das touradas. Amante confesso da esfera ritualística da vida, pressuposto a que dá maior dimensão neste ensaio Do Desaparecimento dos Rituais, Han parece não só confortável com, mas saudoso dos ritos … Continuar a ler

A comédia, a tragédia e Woody Allen entram num bar
Crítica

A comédia, a tragédia e Woody Allen entram num bar

por Hélder Beja “À medida que fui ficando mais velho, não apenas a extinção mas a ausência de significado da existência tornaram-se mais claras.” É com frases destas, leves e bem-humoradas, que Woody Allen, nascido pouco antes de a II Guerra Mundial, avança pelas primeiras páginas da sua autobiografia, A Propósito de Nada. “Porquê prosseguir? … Continuar a ler

Vidas longe da vista
Crítica

Vidas longe da vista

por Sara Figueiredo Costa Este livro pode ter começado com a reportagem que levou Catarina Gomes ao Hospital Miguel Bombarda, em 2011, para acompanhar a saída dos últimos pacientes ali internados e sobre isso escrever no Público. A instituição lisboeta, hospital para doentes com problemas de saúde mental, encerrava as suas portas ao fim de … Continuar a ler